Publicado por: Mauricio | 07/12/2015

De volta envolta

Deixe-me pensar.
Pois sempre algo foge do olhar.
Coisa que não sou mais.
Coisa que semeia e vai.
E estou indo todo o tempo.
E chegando de certa forma.
Entre dias e noites me perco.
Tecendo a malha intocada.
Sutilmente transformando.
Como num sopro de palavras.
E suas milhares de moléculas.
Desaguando no ar.
Rasurando caminhos.
Dando voltas ao mundo.
Numa corrente que gira.
Na cadência ideal.
Que sai faísca e enxágua.
Que clareia e ofusca.
Que arrepia e faz suar.
Por um dado momento.
São essas coisas que não compreendo.
E, bem queria saber.
Coisa que doí mas cura.
Que volta envolta.
Deixe-me pensar.


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