Publicado por: Mauricio | 13/08/2015

O jogo do teatro

De repente, um olhar vazio.
Um ar de mistério ameaça.
Uma noite inteira.
O que eu disse,
Que te causou tal silêncio?

Da boca ressecada.
Ao suor morno, quente e frio.
Numa química inexplicável.
De quando demos as mãos.
Ensaiando um ato de ajuda.
Então te abracei forte
Pra dizer bem alto.
Que juntos jamais perderemos.
E se errei, isso não se faz.

Então me mostra como deve ser.
Me ensina, me ganha, me quebra.
Pois esse jogo sem naipe, sem regras.
De silêncio e bocas caídas de nada vale.

Reis sem rostos, rainhas desvalidas.
Um teatro de mascaras tristes.
Onde num riso dramático.
Blefa a batida de mãos quase vazias.
E sobram trincas de ases pra descartar.
Do que ficou espalhado na mesa.
Que você comprou do resto.
Das mãos que nem você percebeu.
Despindo você um pouco a cada jogada.

Sem vencedores, nem atores.
Apenas canastras sujas.
E fim de papo.


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