Publicado por: Mauricio | 01/05/2011

Um incerto obscuro

Não faça assim tão depressa.
Só te peço que me entenda.
Apesar de todas as promessas.
Pois no tempo pode estar a cura.
O remédio que a alma necessita.
Injetado na corrente do meu corpo.
Que nunca cessa, apenas renova.
Que me prende e livra a todo instante.
Enlaçada num coração apertado.
Num prolapso mitral.
Silenciosamente.

Eu te peço pra ficar.
Pois fora de mim, existe você.
E aqui dentro, também.
Pois apesar de tudo, eu acredito.
Que mesmo quando não há nada.
Ainda existe uma saída.
Que nunca cerra, mas se esconde.
Está sempre ali, mas não descobrimos.
Encoberta por um pano branco.
Num translúcido vitral.
Caprichosamente.


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