Publicado por: Mauricio | 07/06/2008

A Milésima Loucura

O que há por dentro desta alma que não sacia?
Desta busca pelo que não há domínio?
É sabido que há cálidas rosas entre barras de ferro enrustidas.
Em berços de deusas trêmulas adoradas em agonia.
De secos calcanhares descalços há vera ferida.
Ah.. seu louco saco sem fundo e sem juízo!
Além do que imagina, se já não bastasse, há tua própria “insolidez”.
Que mantida em segredo desnuda a própria alma e carne.
E descamba para a mais turva das entrelinhas.
E em sonhos morrerá de amores estranhos por ti.
Deixando um eterno e morno descanço.
Ah… loucura, o que há de interessante eu não sei.
Mas que existe um tanto de veracidade entre seus discursos, eu vi.
E dizem por aí que mais normais são as tuas faculdades.
Mesmo que cravadas ao punho na cruz de punhal.
E ferido arde com medo e desejo.
Que tudo isso seja tão importante, certeiro e vão.
Quanto a busca da liberdade tardia.
Da eterna crueladade do não saber.
Do que sequer ao menos valia.


Responses

  1. Pois é, a loucura é dividida… a sedução da loucura está presente e é compartilhada… ser louco parece ser libertar-se das regras do cotidiano, mas há outras regras, mais imperativas, que regem a loucura…

  2. Aquele papo sobre o tema rendeu uma poesia… Muito interessante mesmo! Que loucura!!!😉 Valeu Camila!!!! Abç pro Ricardo!


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