Publicado por: Mauricio | 10/05/2008

Sem Título

Me entitulo não sei quem.
Quem me dera ser alguém.
Ter um Samba ou um Rock.
O que me importa dar IBOPE?
Não me venha com uma rima.
Que eu rimo dissimulado.
Pra ver só se dá no rítimo.
Ou se rola um improvísimo.

Ou.. Ou.. Ou.. Ou…
A mensagem é improvável.
Ser o último indivisível.
Átomo, ótimo ou íntimo.
Na levada eu nego o óbvio.
Já que o mundo é inegável.
Resta da alma o suplício.
Acentado eu me conforto.
Quem diria que não digo.
Vai aí um imporviso?

Então aviso amigo sou.
Pois quem avisa amigo é.
E amigo não deslisa.
Nem sequer desmoralisa.
E continuo obediente.
Entre pauta, puta e metricá.
Mora afora, aflora e agora.
Um minuto pro impossível.

Quem me dera ser alguém.
Algemado eu suplico.
Beija minha face.
Cura o meu martírio.
E indescente eu me retiro.
Com vergonha eu me descalço.
E deito manso em leito calmo. 
Forrado, rotulado: Maurício.


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