Publicado por: Mauricio | 28/08/2007

Tecnologia

Naveguei por bits infinitos.
Cortei a luz no prisma.
Curvei o espaço sideral.
Reduzi ao invisível.
Vi meu rosto no plasma.
Seus osso num raio-X.
Amanheci ainda drogado em dolantina.
Salvei tantas vidas.
Aniquilei tantas outras.
E fui amaldiçoado.
Então te levei pro espaço.
Beijei a face paralisada.
Reconstrui sua mão dilacerada.
E lambi sua voz num laserdisco.
Faço agora parte da sua vida nas cyberns.
Ainda que quanticamente incerto.
Criptografei o ódio na lápide.
Ressuscitei seu coração.
Livrei nossas mentes de seremos eternos.
Eternamente mortais sonhadores felizes.
Embaixo das marquises falsas protetoras.
Debaixo da fatídica chuva de meteoros.

Mauricio Bahia


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