Publicado por: Mauricio | 28/08/2007

Pôr-do-sol

Havia muito tempo.
Que não escrevia.
Não destemia este impulso.
Lavava minha alma arraigada.
Entre as sombras dos pilares.
E marquises à beira mar.

Havia muito tempo.
Que não ouvia.
Qualquer cântigo de arvoredo.
Dentre as frestas e forquilhas.
Entre a cegueira causada.
Pelos holofotes da cidade.

Havia muito tempo.
Que as ondas não quebravam.
Nem a brisa e o cheiro do mar.
E a espuma que paira lentamente.
Caia em meu corpo como manto.
Envolvido pela luz amorosa do crepúsculo.


Responses

  1. Tio Mau,
    Nunca esperei tanto talento em vc, suas poesias parecem de autores fabulosos. ParabénS! E continue compartilhando conosco essas palavras e idéias maravilhosas. Beijos, da sua afilhada preferida, Carol.


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