Publicado por: Mauricio | 28/08/2007

Infinito

No caso deste acaso,
Te falo do desconhecido.
Do outro, da outra.
Que de relance limito.
A balbuciar qualquer coisa.
Ora invento, ora imito.
Me chamam de amante,
Ou mesmo de amigo.
Me convidam pra dançar.
E te confesso ao pé do ouvido.
Que outrora te diria.
Palavras mais amenas.

Mas o tempo me ensinou
Que quem cala condena.
Por isso faço intrigas
Comigo mesmo.
E me pergunto se poderia.
Ser menos.
E nas palavras que confesso.
Meu amor mais valeria.
E agora me despeço da sinfonia.
Regida em mil versos como um dia.
Declamei minha sentença, tardia.

Agora que nem me visto,
Me vejo inteiro.
Sem perdão nem pelo.
Sem prelúdio,
Aos devaneios.
De um amor tardio.
Desatinadamente frio.

Mauricio Bahia


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