Minha princesa veio de longe.
Sedenta, esperançosa.
Cansada de tanto penar.
Na dolorosa corcova da vida.
Assim com eu, por outro rumo.
Sedento, esperançoso pro mar.
Cansado de tanto pesar.
Pelas curvas sinuosas da vida.
A apesar de tudo, de todos, do nada.
Sem pensar caminhamos juntos.
Como fogo e água, soleira e luar.
Bebendo pouco, peneirando nada.
Mas no passo inconseqüente da vida.
Acabamos no mesmo lugar.
Eu te dou um pouco de mim.
Você me mostra por onde andar.
Enfim, voltamos ao início.
Depois de uma longa jornada.
Pra recomeçar tudo novamente.
Sem casa, sem rancor, sem lar.