Publicado por: Mauricio Bahia | 7 Maio, 2009

Abismo

Eu me concentro.
Olho para o fim.
E suspiro…
Vejo rostos.
Sinto cheiros.
E abraços.
Então refuto.

Entre o sim e o não.
Existe um abismo.
De átomo, elétrons e prótons.
Neutrinos! Uma força pagã.
Que compulsivamente.
Amálgama.

Assim somos nós.
Pequenas partes do infinito.
Aonde co-existem Deuses,
Ciência e alívio.
Que, como não se bastassem.
Ainda me acalmam.

À beira de mim.
Me calo e clamo.
Inclinado e de joelhos.
A beira do horizonte.
Peço perdão.
A quem puder me ouvir.

À beira do horizonte.
O Sol já me basta.
Numa lição de sutileza.
De energia infinita.
De mormaço.
E razão.


Respostas

  1. Essa também é muito bacana, cara!

    Aliás, se você não se importar, vou afanar aquela da humildade e postar no “Banalidades”.

    Um abraço e até breve!

  2. hehe. Pode afanar! Obrigado! Abs


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