Pra que essa saudade,
Esse domínio forte.
Que me arranca o sono.
E perturba a calma?
Deve ser um castigo.
Uma herança pré-histórica.
Alguma droga poderosa.
Que envenena…
Engana olhos e coração.
E se diverte contigo.
Machucando aos poucos.
Em todos os momentos.
Mesmo em silêncio.
Sussura alto.
Bate forte.
Deve ser um castigo.
Que dorme comigo.
Linda e anárquica construção. Metáfora densa de muita emoção. Parabéns Maurício, pela forma linda como define a saudade, ou melhor, como verbaliza as consequências da saudade e sua presença quase física.
Por: luiza fraga em 2 Outubro, 2008
às 6:06 pm